A decisão de reformar as instalações elétricas dos edifícios deve ser tomada diante de, pelo menos, dois critérios. De acordo com o engenheiro Rodrigo Henriques, diretor Técnico da Henrique Marques Engenharia e Tecnologia, é imperativo o retrofit em prédios que possuem instalações elétricas fora de norma e com equipamentos que possam ocasionar riscos aos moradores e aos profissionais de manutenção. É o caso dos quadros com fundos de madeira, barramentos expostos e chaves que não possibilitam manobra sob carga.


A reforma é mandatória, também, nos edifícios que exigem carga superior provida pelas instalações atuais. “Um caso clássico são edificações que desejam instalar aparelhos de ar-condicionado, mas seu sistema elétrico não permite tal acréscimo de carga” diz. Em ambos os casos, são recomendados avaliação, projeto e reforma das instalações, de modo a atender às normas vigentes e à carga desejada de utilização.

O engenheiro Mário Calixto, titular da Nievola Engenharia, lembra que, hoje, apartamentos e escritórios utilizam um número muito maior de equipamentos do que no passado. “Daí a necessidade de verificação do cabeamento, que, diante da sobrecarga, poderá sofrer com aquecimento e colocar toda a instalação em risco de incêndio”, alerta.

 

OS GANHOS DA REFORMA

De acordo com Rodrigo Henriques, a reforma do sistema promove ganhos relacionados à segurança durante a utilização de energia elétrica, decorrentes da erradicação de equipamentos mal dimensionados e que possam causar riscos. Há, também, ganhos relacionados à qualidade da energia, o que aumenta a vida útil dos equipamentos eletroeletrônicos, como aparelhos de TV, câmeras e motores presentes na edificação. A atualização das instalações reduz a perda por aquecimento, o que representa economia na conta de energia.

REFORMA PARCIAL OU TOTAL

A reforma do sistema elétrico pode ser completa ou apenas de atualização de componentes. “O retrofit total é aconselhado quando a demanda projetada inicialmente não atende mais o consumo atual de energia elétrica. É preciso, assim, executar a substituição completa de cabos, caixas e dispositivos de proteção”, aponta o engenheiro Henriques. Já a reforma parcial para adequar o sistema às normas técnicas é indicada quando a instalação atende à demanda de energia que o edifício necessita, mas suas chaves e componentes são inseguros, devendo ser substituídos.